

ENM homenageia o Patriarca da Independência José Bonifácio de Andrada e Silva em bicentenário da independência
PUCRS
Live com descendente do patriarca e especialistas trouxe a história dos bastidores da independência
Para celebrar o bicentenário da Independência do Brasil, a Escola Nacional da Magistratura (ENM) realizou uma live na quinta-feira (1°), na qual foi contada a história dos irmãos Andradas: protagonistas pouco reconhecidos, porém fundamentais, para a decisão de Dom Pedro I de conclamar a independência do Brasil.
“Precisamos estudar com seriedade a nossa história, porque um povo sem memória não tem história. E um povo sem história não tem futuro. E, se teve uma família com participação ativa no momento político da independência, foi a dos Andradas”, destacou o diretor-presidente da ENM, desembargador Caetano Levi, durante o encontro.
Para contar a história dessa família, esteve presente no encontro virtual o desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Doorgal Andrada - descendente dos irmãos Andrada: José Bonifácio; Martim Francisco; e Antônio Carlos. “Não tenho dúvidas de que foi José Bonifácio quem deu segurança para Dom Pedro I e Dona Leopoldina proclamarem a independência naquele dia”, enfatizou o magistrado.
Andrada contou que os irmãos eram intelectuais e sempre se mantiveram perto da política e da família do imperador. “Naquele tempo, José Bonifácio já defendia que cada cidade tinha que ter uma escola e uma gráfica. E olha que, na época, 90% da população brasileira era analfabeta. Ele sabia que a educação era importante”, contou. “Ele se frustrou algumas vezes na política, com a burocracia e por não ver suas ideias avançarem. Largou o cargo público duas vezes e foi convencido a voltar por Dom Pedro I. Se as ideias dele tivessem sido concretizadas, certamente hoje o Brasil seria um país culturalmente muito mais avançado”, completou.
A mesma opinião tem o professor de história Pedro Duarte. “A história da independência do Brasil é profunda. Ela não pode ser contada apenas pelo momento do grito da independência para que não percamos a nossa identidade nacional. Dom Pedro foi o coração, Dona Leopoldina a razão e o Jose Bonifácio foi o espírito da independência”, afirmou o especialista.
Nos últimos anos, alguns personagens foram levados ao ostracismo, mas José Bonifácio era um visionário.
Em pleno século XIX ele já via com bons olhos o voto feminino, a mudança da capital para o interior com o nome de “Brasília”, e defendia a preservação do meio ambiente. Ele nasceu e viveu durante a revolução americana, pegou em armas na revolução francesa, e viu com os próprios olhos a revolução industrial e seus efeitos. Tudo isso resultou no que ele era, um homem com grande visão de futuro”, comentou.
Para assistir à live completa e acompanhar o debate entre os especialistas, clique aqui
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