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Farroupilha foi uma importante guerra civil na busca pela cidadania brasileira”, avaliou especialista em História

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A Revolução e seus impactos no Brasil foram discutidos em evento virtual da ENM

A Revolução Farroupilha foi tema de debate virtual da Escola Nacional da Magistratura (ENM), na quinta-feira (29). A obra lembra os 98 confrontos que ocorreram ao longo de dez anos de guerra civil, os quais deixaram milhares de mortos e famílias desfeitas. No entanto, esse cenário de terror não representou uma guerra pela separação do Rio Grande, mas sim uma luta em busca de cidadania, contra a arbitrariedade e autoritarismo do Império português, que desde 1843 já defendia a união de todas as províncias em busca da República. Esta foi a avaliação da professora e doutora Carla Renata Antunes de Souza Gomes. Ela é diretora do Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio/RJ, Doutora em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, convidada da ENM para contar detalhes desse movimento.

“Podemos dizer que essa revolução foi uma guerra civil. Resultado de muitas arbitrariedades do império que geravam revolta na população. A taxação do charque, principal produto do estado foi a gota d´água, pois além das perdas econômicas, era considerado um desprestígio para os militares que defendia as fronteiras do Brasil”, contou a especialista. “Na época, já diziam que o Rio Grande do Sul era a estalagem do império, que chegava com suas tropas, usurpava temporariamente as fazendas e saíam sem pagar nenhuma indenização”, completou.

PAPEL DAS MULHERES

Apesar de ser uma luta praticamente perdida, tendo em vista o tamanho do poder militar do império contra os pequenos exércitos particulares dos riograndenses, o conflito durou muitos anos, dizimou famílias e reduziu drasticamente a população masculina na região. Com isso, as mulheres assumiram os comandos das fazendas e do comércio. “O livro ‘O tempo e o vento’, de Erico Veríssimo, mostra bem o papel das mulheres nesse período. Elas reconstruíram o Rio Grande do Sul enquanto os homens pegavam em armas”, ressaltou a professora Carla Renata.
O coordenador da ENM e juiz do Tribunal Regional do Trabalho (TRT/RS), Paulo Roberto Dornelles Junior, lembrou que a Farroupilha foi mais uma luta por ideias e direitos do que uma segregação regional. Mas que teve um final diferente das demais revoluções brasileiras. “Enquanto nas demais revoluções os líderes foram presos ou mortos, os cabeças da Farroupilha foram exilados para o Uruguai e todos os chefes mantiveram suas patentes”, lembrou.

HISTÓRIA

“A Revolução Farroupilha é um marco na história brasileira e queríamos, com esse encontro, fazer com que as pessoas buscassem mais informações e estudassem”, afirmou o assessor especial da Escola, juiz Marcelo Cavalcanti Piragibe Magalhães, mediador do debate.
O diretor-presidente da ENM, desembargador Caetano Levi Lopes, disse ainda que é importante lembrar que a história contada é sempre a versão dos vencedores, o que muitas vezes é diferente da história real. “Tem sempre um ponto de vista político que interessa ao vencedor. Por isso um debate como este que estamos fazendo é importante”, avaliou. “Um povo que não conhece a sua história, não tem futuro. Para avançarmos é preciso aprender com os erros e acertos do passado”, completou o desembargador.

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