APROVEITE

FAÇA SUA PÓS OU MBA ONLINE PUCRS EM ATÉ 18X SEM JUROS

Painel com ativista apátrida emocionou os congressistas

PUCRS

Encerramento do XXIV CBM destacou as ações humanitárias da AMB

 

O último painel do XXIV do Congresso Brasileiro de Magistrados trouxe a defesa dos direitos humanos para o centro dos debates e emocionou os congressistas. Com a presença da ativista Maha Mamo e das juízas afegãs resgatadas do regime Talibã pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), os presentes puderam conhecer a história de quem lutou para que seus direitos humanos fossem garantidos e que encontraram no Brasil o acolhimento.

A presidente da AMB, Renata Gil, falou sobre a iniciativa e o trabalho realizado pela entidade para resgatar as juízas do Afeganistão e trazê-las em segurança para o Brasil. “Eu me coloquei no lugar dessas juízas. Imagine que por algum motivo, o Brasil estivesse em um regime totalitário e criminoso e eu não pudesse mais sair às ruas. Elas trabalhavam num regime democrático, condenaram o Talibã. Depois da tomada do poder, não iriam viver”, afirmou.

Renata Gil falou das intensas conversas que teve com o Governo Brasileiro e entidades internacionais para fazer o resgate, mesmo sem saber a real situação em que as juízas se encontravam. “Nós montamos um grande plano de ação”, destacou.

O painel também contou com a presença da ex-presidente da International Association of Women Judges (IAWJ), Vanessa Ruiz, que agradeceu a AMB por liderar o resgate das magistradas.
A juíza falou da importância da liderança da presidente Renata Gil, da secretária-geral da AMB, Julianne Marques, do secretário-adjunto da Secretaria de Relações Internacionais da AMB e vice-presidente da UIM, desembargador Walter Barone, e da diretora da AMB Mulheres, Domitila Manssur, nesse processo e afirmou que a associação valoriza os direitos humanos. “Nós compartilhamos o valor dos direitos humanos, de entrar e ajudar pessoas que precisam desesperadamente de ajuda. Isso não é caridade, é a coisa certa a se fazer”, disse.

As juízas afegãs participaram do painel e responderam perguntas feitas pelos congressistas sobre o resgate, a vida no Brasil e o Poder Judiciário no Afeganistão. Elas agradeceram à AMB e aos brasileiros pela acolhida. “Os brasileiros são gentis e atenciosos. Somos muito sortudas pelo o que os brasileiros e a AMB fizeram por nós”, disse uma das magistradas. A coordenadora da Escola Nacional da Magistratura, Marcela Bocayuva, também participou do painel e destacou a atuação da AMB e da ENM no processo de acolhimento. Já o advogado Marcos Joaquim Alves apresentou um panorama da história dos direitos humanos.

A história de uma apátrida

A ativista de direitos humanos, Maha Mamo, contou a história da parte da sua vida em que viveu como apátrida e como foi o processo de, finalmente, conseguir ser naturalizada brasileira. Os pais de Maha – o pai cristão e a mãe muçulmana – nunca puderam se casar na Sìria, já que o casamento inter religioso é ilegal no país. Foram para o Líbano e lá tiveram três filhos. Porém, o Líbano não dá a nacionalidade a quem não tem sangue libanês. Maha e os irmãos nunca tiveram documentos e conseguiram estudar com bastante dificuldade.

Maha buscou diversos países, até encontrar no Brasil o acolhimento. “Eu tinha um sonho de pertencimento, de ter um país que me aceita. Depois de ser negada pelo mundo todo, o único país que me acolheu foi o Brasil. O único país no mundo inteiro”, contou. “Você vive a sua vida como uma sombra quando você é apátrida. O Brasil foi um recomeço”. Ao falar do recomeço, a ativista reconheceu o trabalho da AMB pelas juízas afegãs. “As juízas são muito sortudas por ter pessoas iguais a vocês que pensaram nelas”, concluiu.

Conheça nossos cursos

Se você está buscando uma forma de atualizar seus conhecimentos e ter a experiência da PUCRS Online na sua carreira, conheça os nossos cursos de pós-graduação online:
Imagem do Freemium

Receba atualizações exclusivas

Inscreva-se para receber em primeira mão informações sobre novos cursos, webinars gratuitos e conteúdo especializado da PUCRS

Perguntas frequentes