

Aula inaugural do curso Técnicas de Negociação e Gestão das Emoções
PUCRS
Aula inaugural reforça aos Magistrados a importância da busca da pacificação. A Coordenadora, Professora e Tutora do curso, Juíza Alessandra Spalding, explicou aos alunos técnicas de negociação da Universidade de Harvard
Ser magistrado é lidar diariamente com conflitos: seja entre os jurisdicionados ou no ambiente de trabalho. Pensando em maneiras mais eficazes de buscar a pacificação, a Escola Nacional da Magistratura (ENM) realizou, na segunda-feira (29), a aula inaugural do curso “Técnicas de Negociação e Gestão das Emoções”, em parceria com a Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAM).
O Vice-Diretor-Presidente da ENM, Desembargador Caetano Levi Lopes, fez a abertura do curso, destacando a relevância da utilização de técnicas de mediação e conciliação, além da própria gestão das emoções, para solucionar conflitos no Poder Judiciário. “Nós, magistrados, não fomos capacitados para a pacificação social, mas esse perfil mudou. Nós proporcionamos uma resposta estatal e nela, há um ganhador e um perdedor, e ninguém gosta de perder. Por isso, é importante que haja negociação, para que a resposta venha das próprias partes”, afirmou.
Ainda segundo o Desembargador, a gestão das emoções também é necessária para a solução de conflitos. “É preciso que se leve em conta as emoções no momento de uma negociação. É necessário que os interessados se desarmem, pois a solução só é encontrada por meio do diálogo”, disse.
A Coordenadora, Professora e Tutora do curso, Juíza Alessandra Spalding (TJ-SP), realizou aulas de Negociação e Liderança no Programa de Negociação da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e buscou levar aos alunos as técnicas desenvolvidas na universidade americana para implementação na função judicante.
De acordo com a professora, os juízes estudam incansavelmente todas as áreas do Direito para o concurso da Magistratura e precisam também estar preparados para lidar com os conflitos. “Essa gestão de pessoas e até mesmo da própria atividade jurisdicional é cansativa e muito difícil. Se entendermos um pouco das técnicas que foram feitas em Harvard e conseguirmos administrar as nossas emoções, tudo vai fluir melhor: a gestão das nossas unidades e a atividade fim, que é a prestação jurisdicional”.
Ainda segundo a magistrada, qualquer profissional pode escolher um perfil combativo ou colaborativo. “Quando nós somos colaborativos, percebemos que tudo flui com mais naturalidade. Os problemas são solucionados de uma forma mais harmônica e perene, que é o que buscamos”, concluiu.
As aulas do curso “Técnicas de Negociação e Gestão das Emoções” seguem até o dia 19 de julho.
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