

ENAJUN/FONAJURD realizam pré-lançamento de coletânea com temática antidiscriminatória
PUCRS
Evento será no dia 29/11. Convidada especial é pioneira do Movimento Negro e primeira negra docente da USP
Na próxima segunda-feira (29), o Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negros (ENAJUN) e o Fórum Nacional de Juízas e Juízes contra o Racismo e todas as formas de Discriminação (FONAJURD), com apoio da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), realizam o pré-lançamento da obra “O Saber como Resistência: I Coletânea ENAJUN/FONAJURD”. O livro reúne artigos com temática racial e antidiscriminatória. O objetivo da iniciativa é fomentar a produção acadêmica acerca do assunto de forma a promover a reflexão e inibir toda e qualquer prática racista no Brasil. O evento será transmitido pelo YouTube, canal da Escola Nacional da Magistratura (ENM).
A secretária municipal de Justiça de São Paulo, doutora Eunice Aparecida de Jesus Prudente, fará a palestra “Ser Negro no Brasil: Cidadania Sob Suspeita”. A convidada do evento carrega uma história de quem superou o preconceito e a discriminação. Filha de tecelã e de metalúrgico, tornou-se pioneira do Movimento Negro e é a primeira e única docente negra da Faculdade de Direito da USP.
Além disso, ela é Parecerista ad hoc da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, integra a Comissão de Direitos Humanos da USP e é autora de pesquisas e publicações sobre Direitos Humanos, Cidadania, Direito dos negros no Brasil e interseccionalidades entre gênero e etnia.
O material que compõe a I Coletânea ENAJUN/FONAJURD” tem autoria de pesquisadores(as) de diferentes níveis acadêmicos, de graduandos(as) a doutores(as), que participaram da chamada pública realizada por edital lançado no início do ano.
Uma das organizadoras da obra, a diretora de Promoção da Igualdade Racial da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Flávia Martins de Carvalho, comemora o momento.
“Este é, sem dúvida alguma, um trabalho riquíssimo que contribuirá significativamente na reflexão sobre a temática dentro do sistema de Justiça. A luta antirracista é uma luta de todos, fora e dentro das instituições. O Poder Judiciário também tem um papel nessa questão e como guardião de direitos deve contribuir para a construção de uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária. E esta coletânea representa mais um passo no enfrentamento desse desafio”, afirmou a magistrada.
Participaram também da organização da Coletânea os juízes Adriana Melonio (TRT1) e Edinaldo César Jr. (TJ-SE). Integraram o Comitê Científico as juízas Bárbara Ferrito (TRT1); Gabriela Lenz Lacerda(TRT4) e os juízes Marco Adriano Ramos Fonsêca (TJ-MA) e Fábio Francisco Esteves (TJDFT), além da professora doutora Eunice Prudente (USP).
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