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Realização profissional: Por que a felicidade no trabalho é importante?

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É possível ser feliz no trabalho? Bem, de acordo com a Psicologia Positiva não só é possível, como necessário. A busca pela realização profissional está intrinsecamente conectada ao conceito da felicidade.

Atualmente, fatores como bem-estar e qualidade de vida são tão requisitados no mercado quanto bons benefícios, remuneração compatível e estabilidade na carreira. Para se ter uma ideia desse novo cenário, a busca por equilíbrio de vida é o principal foco profissional de 62% dos brasileiros.

Quem também vem se beneficiando positivamente com essa mudança de mindset são as empresas. Uma pesquisa publicada pela Harvard Business Review identificou que colaboradores felizes são, em média, 31% mais produtivos e três vezes mais criativos em comparação com os outros.

A necessidade de encontrar satisfação e propósito na carreira se tornou algo tão urgente nos últimos anos que gerou uma nova demanda no mercado. Cargos como o Chief Happiness Officer (CHO) vêm se tornando cada vez mais populares dentro das organizações. 

A felicidade no trabalho é uma tendência em ascensão e deve continuar sendo uma pauta importante nas discussões relacionadas à Gestão de Pessoas. Acompanhar os próximos passos desse movimento é fundamental para seguir atualizado.

Aprofunde-se ainda mais sobre esse tema em nosso artigo. Continue a leitura.

Mas, afinal, o que é felicidade no trabalho?

Você provavelmente já ouviu por aí a frase “escolha um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um único dia em sua vida”, certo? A reflexão do filósofo Confúcio atravessa gerações e à medida que os anos passam, ela parece fazer ainda mais sentido.

Um estudo realizado pela consultoria de RH, EDC Group, comprova essa afirmação. Cada vez mais, as pessoas buscam por uma vida de qualidade. Cerca de 90% dos entrevistados afirmaram ter mudado seus propósitos durante a pandemia. O levantamento ainda apontou que 62% relataram estar mais focados em oportunidades de trabalho que facilitam o equilíbrio com atividades pessoais.

Esses insights servem como verdadeiros termômetros para as empresas que desejam construir culturas organizacionais focadas no bem-estar e desenvolvimento pessoal e emocional dos seus colaboradores.

Em sua aula para o PUCRS Online, a especialista Carla Furtado, uma das principais referências no campo da Felicidade nas Organizações, compartilha insights poderosos sobre o tema. Confira a seguir:

Para começar: pare de tentar encontrar uma resposta absoluta

É preciso compreender que a felicidade no trabalho não se resume apenas a um conceito ou viés. Essa temática abrange diferentes facetas que, não necessariamente, estão certas ou erradas.

Satisfação, florescimento, engajamento e flow são alguns exemplos utilizados pela especialista para demonstrar as diferentes formas de manifestar esse sentimento. A questão fundamental aqui é descobrir qual delas é a ideal para cada cultura, equipe ou pessoa.

Felicidade corporativa não existe

É preciso ter cuidado com o conceito de felicidade corporativa guiada pela ótica neoliberal, onde a lógica é apenas vender e gerar benefícios a empresa por meio de superficialidades.

O bem-estar corporativo não é sobre infantilizar o funcionário, pelo contrário, as políticas devem ser implementadas respeitando a cultura de cada organização. “Toda iniciativa de promoção do bem-estar e da felicidade precisa respeitar a cultura”, avalia a especialista.

Para Carla Furtado, a felicidade no trabalho não existe, mas sim a de quem trabalha. Ou seja, esse sentimento é exclusivo do ser humano.

“Saúde mental, bem-estar e felicidade não são a mesma coisa”

Durante a aula, a especialista também apresenta os principais fatores que podem levar um indivíduo a um estado de felicidade e as diferenças entre cada um.

Aqui, vale destacar um ponto de atenção: a compreensão de cada elemento é vital para a adoção de posturas responsáveis e que promovam a qualidade de vida dos colaboradores.

Vamos aos conceitos:

  • Saúde: estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de enfermidades.
  • Saúde mental: estado no qual o indivíduo desenvolve suas habilidades pessoais, consegue lidar com os estresses da vida, trabalha de forma produtiva e se encontra apto a dar a sua contribuição para a comunidade.
  • Bem-estar: ponto de equilíbrio entre o conjunto de recursos psicológicos, sociais e físicos de um indivíduo e os desafios enfrentados. Se os desafios forem superiores aos recursos, o bem-estar reduz.

     

A felicidade precisa ser compreendida como parte da estratégia

Alcançar a satisfação e realização na carreira se tornou uma das principais metas dos profissionais nos últimos anos. Encontrar e seguir um propósito pessoal é visto, atualmente, como algo tão importante quanto uma remuneração atraente.

Promessas vagas e discursos rasos são facilmente identificáveis por esse novo perfil que está no mercado. Eles sabem o que querem e o que estão buscando para as suas vidas e, mais importante, estão determinados a conquistar tudo isso.

As empresas que desejam continuar competitivas e captar esses talentos, precisam transformar seus mindsets organizacionais e olhar com atenção para as suas estratégias. A felicidade precisa ser uma delas.Aprofunde-se sobre esse conceito e os fatores que tornam a vida boa para ser vivida com Carla Furtado no MBA em Liderança, Inovação e Gestão 4.0.

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